“Musk, Bezos e Zuckerberg na posse de Trump: Quais os motivos?”

Jeff Bezos, Mark Zuckerberg e Elon Musk estarão presentes na posse de Donald Trump em 2024. A informação, divulgada pela NBC News, indica que os magnatas da tecnologia serão acomodados juntos na plataforma, ao lado de membros do gabinete do presidente eleito. Elon Musk, que assumirá a liderança do novo "Departamento de Eficiência Governamental" ao lado de Vivek Ramaswamy, declarou em sua plataforma X (antigo Twitter) sentir-se "honrado" com o convite. Até o momento, Bezos e Zuckerberg não se pronunciaram publicamente sobre sua participação.

Essa presença não é totalmente inesperada. Executivos de tecnologia têm recorrido a políticos para avançar suas políticas. Apesar de um relacionamento conturbado com Trump no passado, eles investiram consideravelmente em sua campanha e administração. A OpenAI, por exemplo, contribuiu com US$ 1 milhão para o fundo de inauguração de Trump, assim como Meta e Amazon. Sundar Pichai, CEO do Google, se reuniu com Trump, e Marc Benioff, CEO da Salesforce, declarou que estava "virando a página" com o presidente eleito. Musk, notoriamente, expressou apoio a Trump por meses. Além das doações financeiras, Musk endossou a candidatura de Trump em julho. Zuckerberg alinhou as políticas de moderação de conteúdo do Meta a uma linha mais republicana, além de flexibilizar proibições de discurso de ódio, remover iniciativas de diversidade, equidade e inclusão (DEI) e alterar políticas internas na empresa. Bezos, proprietário do jornal The Washington Post, optou por não endossar nenhum candidato presidencial, apesar da opinião contrária de membros da redação. A historiadora do Vale do Silício Margaret O’Mara, da Universidade de Washington, sugeriu que a atitude das empresas se resume a uma estratégia de apoio ao novo governo para evitar maiores conflitos e buscar benefícios.

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