A ferramenta de transcrição Otter.ai, conhecida por seu assistente virtual “Otter Notetaker” que transcreve reuniões online em tempo real, está enfrentando uma ação judicial coletiva. A acusação principal é que o serviço registra encontros virtuais sem obter o consentimento explícito de todos os participantes, incluindo aqueles que não são assinantes da plataforma.
A ação alega que a Otter.ai não informa adequadamente os usuários que configuram o Notetaker de que as transcrições geradas são utilizadas para aprimorar seus modelos de reconhecimento de fala automático e aprendizado de máquina. O processo foi iniciado por um residente da Califórnia que participou de uma reunião no Zoom onde o Otter Notetaker estava ativo, sem que ele tivesse conhecimento ou dado autorização para a coleta e retenção de seus dados. A ação sustenta que a prática da Otter.ai viola leis federais e estaduais de privacidade, como o Electronic Communications Privacy Act de 1986 e o California Invasion of Privacy Act.
A política de privacidade da Otter.ai afirma que a empresa treina sua inteligência artificial utilizando gravações de áudio “desidentificadas” e que obtém permissão explícita para acessar as conversas com fins de treinamento. No entanto, a ação judicial contesta essa afirmação, argumentando que o Otter Notetaker solicita consentimento apenas do anfitrião da reunião (caso este não possua uma conta Otter) para participar e gravar o encontro, não estendendo essa solicitação aos demais participantes. Além disso, a ação alega que apenas o anfitrião tem a capacidade de desativar o Otter Notetaker, negando aos outros participantes o controle sobre sua própria privacidade durante as reuniões virtuais.
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