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Cientistas planetários concluíram que Vênus provavelmente nunca foi um mundo hospitaleiro que abrigou água, sugerindo que, mesmo há muito tempo, não era um planeta semelhante à Terra. Pesquisas recentes, publicadas na revista científica Nature Astronomy, apontam que a composição dos gases vulcânicos de Vênus indica um interior extremamente desidratado, o que sugere um passado profundamente seco para o planeta. Isso contradiz teorias anteriores que postulavam a existência de oceanos em Vênus no passado.
Em planetas ricos em água, como a Terra, a água superficial é reciclada para o interior do planeta e expelida por vulcões. Quase 80% dos gases vulcânicos da Terra são vapor d’água. No entanto, a análise dos pesquisadores, calculada a partir da atmosfera observável de Vênus e cálculos de como os gases se decompõem em Vênus, descobriu que seus gases vulcânicos contêm no máximo 6% de água. Essa baixa porcentagem de água indica que o interior de Vênus sempre foi seco e que a água nunca esteve presente em quantidades significativas. Uma missão da NASA, prevista para 2031, irá confirmar ou desafiar essas descobertas através de análises detalhadas da atmosfera venusiana. Apesar da superfície inóspita, a possibilidade de vida microbiana nas camadas superiores da atmosfera venusiana permanece em estudo, aguardando mais informações provenientes da sonda DAVINCI.
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