“Nick Clegg deixa o cargo na Meta, sendo substituído por executivo republicano”

Às vésperas da posse do presidente eleito, a Meta anunciou mudanças em sua equipe de assuntos globais, setor crucial que supervisiona políticas de conteúdo, eleições e o conselho de supervisão independente. Nick Clegg, ex-vice-primeiro-ministro do Reino Unido e chefe de Assuntos Globais desde 2018, anunciou sua saída da empresa no início do ano.

Clegg será substituído por Joel Kaplan, que assumirá como presidente da equipe de Assuntos Globais da Meta. Antes de ingressar no Facebook em 2011, Kaplan atuou na política republicana, tendo trabalhado no gabinete do juiz da Suprema Corte dos EUA, Antonin Scalia, e como chefe de gabinete adjunto do presidente George W. Bush. Durante seu tempo como vice-presidente de Políticas Públicas dos EUA e, posteriormente, de Políticas Públicas Globais no Facebook, Kaplan foi acusado de não manter neutralidade política e de agradar figuras republicanas com regras de conteúdo flexíveis, acusações que a empresa negou. Kaplan também participou, de forma controversa, das audiências no Senado sobre alegações de agressão sexual contra o juiz Brett Kavanaugh.

A mudança na liderança da equipe de assuntos globais da Meta ocorre em um momento em que grandes empresas de tecnologia têm buscado o favor do presidente eleito, demonstrando o desejo de se aproximar do líder e seus aliados, apesar de conflitos anteriores. O presidente eleito tem criticado a Meta por suas políticas de moderação de conteúdo e a acusou, entre outras plataformas, de conduzir uma campanha sistemática para silenciar a si mesmo e seus apoiadores e distorcer os resultados das eleições. Em 2021, ele foi suspenso das plataformas da Meta por dois anos, após incitar a insurreição de 6 de janeiro no Capitólio. Sua conta foi restaurada em 2023, de forma limitada e provisória, e totalmente reativada em julho de 2024, antes da corrida presidencial dos EUA. Desde então, o CEO da Meta, Mark Zuckerberg, tem se aproximado do presidente eleito.

Outros CEOs de empresas de tecnologia também expressaram apoio à administração do presidente eleito. Essa movimentação no cenário político e empresarial indica uma busca por alinhamento com a nova administração, considerando as políticas e regulamentações que podem impactar as grandes empresas de tecnologia no futuro.

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