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O Bluesky, uma rede social que vem crescendo rapidamente, atingindo 20 milhões de usuários, enfrenta um desafio significativo: a falta de um sistema de verificação robusto. Esse crescimento acelerado atraiu não apenas usuários legítimos, mas também golpistas e impostores que criam perfis falsos, aproveitando-se da ausência de mecanismos de validação de identidade.
Uma análise recente revelou que 44% das 100 contas mais seguidas no Bluesky possuem pelo menos uma conta “gêmea”, muitas vezes com descrições e fotos de perfil quase idênticas às originais. Diferentemente de outras plataformas que usam checkmarks e emblemas para verificar contas de figuras públicas, o Bluesky adota uma abordagem mais passiva, incentivando a auto-verificação por meio do uso de domínios personalizados. Embora esse método ofereça um nível de segurança, pois exige acesso ao registro DNS do domínio, ele apresenta dificuldades de acesso para muitos usuários e se torna complexo para a verificação de múltiplas contas associadas ao mesmo domínio. A ausência de indicadores visuais de verificação também contribui para a confusão e facilita a proliferação de perfis falsos. Para contornar a situação, alguns usuários estão criando métodos alternativos de verificação, como a utilização de emojis para identificar contas verificadas, porém essas soluções não são abrangentes.
A plataforma reconhece o problema e afirma estar aumentando sua equipe de moderação para lidar com denúncias de impersonação mais rapidamente. Apesar disso, a empresa demonstra hesitação em adotar outras estratégias além dos domínios personalizados, buscando evitar os problemas associados à verificação em outras redes sociais. O futuro do sistema de verificação do Bluesky permanece incerto, com a CEO sinalizando a possibilidade de um sistema com múltiplos “fornecedores” de verificação, mas sem uma data definida para implementação. Enquanto isso, a falta de uma solução oficial continua a gerar preocupações sobre a confiança e a autenticidade das contas na plataforma.
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