O diretor Ari Aster, conhecido por filmes de terror psicológico como Hereditário e Midsommar, está se preparando para lançar seu mais novo projeto, “Eddington”. Diferentemente de seus trabalhos anteriores, este filme western aborda um tema bastante contemporâneo: a influência avassaladora da internet e das redes sociais na sociedade moderna.
Aster revelou que a ideia para “Eddington” surgiu durante o auge da pandemia e dos protestos do movimento Black Lives Matter. Foi um período de intensa polarização e disseminação de teorias da conspiração online. O filme explora como o consumo constante de informações, muitas vezes distorcidas ou enviesadas por algoritmos, pode levar a consequências explosivas e desestruturar comunidades. A narrativa mergulha no fenômeno do confirmation bias, onde as pessoas buscam e interpretam informações que confirmam suas crenças pré-existentes, criando bolhas informativas e exacerbando divisões.
Embora os detalhes da trama permaneçam sob sigilo, sabe-se que “Eddington” utiliza o cenário do velho oeste para metaforicamente examinar os desafios da vida na era digital. Ao transportar as dinâmicas da internet para um contexto histórico, Aster busca amplificar o impacto de sua mensagem. O filme questiona como as ferramentas que prometiam conectar o mundo podem, paradoxalmente, nos isolar em câmaras de eco ideológicas, alimentando o ódio e a desconfiança. A escolha do gênero western, com seus temas de fronteira, lei e ordem, e a luta pela sobrevivência, oferece um interessante contraponto à natureza aparentemente abstrata e virtual dos problemas abordados.
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