A gigante da tecnologia, Apple, demonstra resiliência frente às tensões comerciais globais, especialmente as tarifas impostas pela administração Trump. Apesar das incertezas no mercado global e da guerra comercial em curso entre os EUA e a China, a empresa apresentou resultados sólidos, indicando que não está excessivamente preocupada com o futuro.
No último trimestre, a Apple registrou uma receita de 95,4 bilhões de dólares, um aumento de 5% em relação ao ano anterior. O lucro líquido atingiu 24,78 bilhões de dólares, representando um crescimento de 4,6% em comparação com o mesmo período do ano passado. Um dos fatores que contribuem para essa aparente imunidade às tarifas é a estratégia de diversificação da produção. Tim Cook, CEO da Apple, revelou que cerca de metade dos iPhones vendidos nos Estados Unidos são fabricados na Índia. Além disso, a maior parte dos outros produtos destinados ao mercado americano, como Macs, iPads, AirPods e Apple Watches, são produzidos no Vietnã.
Essa mudança na cadeia de produção, embora não elimine completamente a preocupação com as tarifas, mitiga significativamente o impacto. Os Estados Unidos também impuseram tarifas sobre o Vietnã e a Índia, e a Apple ainda fabrica a maioria dos seus produtos destinados a outros países na China. A empresa estima que as tarifas adicionarão 900 milhões de dólares em custos para o trimestre atual, embora Cook tenha admitido que esses custos são difíceis de prever com precisão. Um relatório recente do Financial Times indica que a Apple planeja fabricar todos os seus iPhones destinados aos EUA na Índia até o final de 2026, demonstrando um compromisso contínuo com a diversificação e a redução da dependência da China.
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