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A queda da Intel: muito além da demissão de Gelsinger
A recente saída de Pat Gelsinger da Intel como CEO gerou muitas manchetes, mas a verdade é que os problemas da gigante de semicondutores começaram muito antes de sua chegada em 2021. Décadas de decisões questionáveis, incluindo a recusa de desenvolver o chip do iPhone em 2005 e o abandono do projeto Larrabee de GPU discreta em 2010, contribuíram para a perda de mercado para concorrentes como AMD e a ascensão da TSMC como principal fabricante de chips para empresas como Apple e Nvidia. A incapacidade de cumprir prazos de produção de chips também afetou severamente a posição da Intel no mercado, abrindo espaço para a concorrência e resultando em perdas significativas.
A estratégia de Gelsinger, que incluía separar a divisão de design da de manufatura e a construção de novas fábricas utilizando tecnologia EUV, visava um retorno glorioso. No entanto, atrasos na produção, problemas de instabilidade de voltagem em seus processadores Core e declarações infelizes sobre a TSMC, resultando no fim de um desconto crucial, prejudicaram seus esforços. Mesmo com cortes de empregos e uma tentativa de reestruturar a empresa, a Intel registrou prejuízos históricos. Rumores de aquisições por empresas como Qualcomm e ARM demonstram a gravidade da situação. Apesar disso, a Intel continua um grande player no mercado de chips x86, assegurando receitas em curto prazo, mas o futuro da empresa ainda permanece incerto. A busca por um sucessor para Gelsinger não garante a solução automática dos problemas estruturais da empresa, pois as dificuldades de produção e inovação tecnológica persistem.
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