A busca incessante da Amazon pela liderança em inteligência artificial generativa está impactando negativamente seus objetivos de sustentabilidade. O relatório mais recente da empresa revela um aumento de 6% em sua pegada de carbono em 2024, marcando a primeira vez desde 2022 que suas emissões totais de carbono cresceram. Grande parte dessa expansão é atribuída à implantação de seus data centers, essenciais para alimentar os modelos de IA.
O relatório aponta que o aumento na demanda por energia está diretamente ligado aos chips de IA, que exigem significativamente mais eletricidade e sistemas de resfriamento mais robustos do que os chips tradicionais. Além do consumo energético dos próprios chips, a Amazon está investindo em expansão da capacidade de seus servidores. A construção desses data centers e o uso de combustível por contratados de logística também contribuem para o aumento das emissões indiretas, que registraram um crescimento de 6%.
Apesar de ser cofundadora do The Climate Pledge, uma iniciativa que visa alcançar emissões líquidas zero até 2040, a Amazon enfrenta o desafio de equilibrar suas ambições tecnológicas com a responsabilidade ambiental. Em fevereiro, o CEO da Amazon, Andy Jassy, anunciou um investimento de 100 bilhões de dólares em 2025, com a maior parte destinada à Amazon Web Services (AWS), a divisão de data centers e hospedagem web da empresa. Com o aumento contínuo na construção e operação de data centers para suportar a IA, é provável que o relatório de 2025 da Amazon mostre uma tendência similar de aumento nas emissões de carbono.
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