O Kuwait está tomando medidas drásticas contra a mineração de criptomoedas em todo o país, em resposta a apagões e sobrecargas na rede elétrica. As autoridades alegam que a prática ilegal está exercendo uma pressão indevida sobre a infraestrutura energética, especialmente durante os meses de verão, quando as temperaturas podem atingir níveis extremos.
O Ministério do Interior do Kuwait iniciou uma operação de segurança em larga escala, visando residências suspeitas de estarem envolvidas na mineração de criptomoedas. A mineração de criptomoedas foi oficialmente proibida no Kuwait em 2023 pela Capital Markets Authority, juntamente com a proibição de negociação de criptomoedas. A operação se concentra principalmente na região de Al-Wafrah, onde o consumo de energia em algumas residências envolvidas na mineração chegava a ser 20 vezes maior do que o normal. Após a operação, o consumo de energia na região diminuiu significativamente, demonstrando o impacto da mineração ilegal.
O Kuwait não está sozinho em sua luta contra a mineração de criptomoedas. Vários outros países, incluindo Rússia, Kosovo e Angola, implementaram regulamentações ou proibições semelhantes devido a preocupações com o consumo excessivo de energia. A mineração de criptomoedas exige uma quantidade enorme de poder computacional, o que se traduz em um alto consumo de eletricidade. Embora a contribuição do Kuwait para a mineração global de Bitcoin seja relativamente pequena, pesquisas indicam que mesmo uma pequena fração da rede de mineração pode ter um impacto considerável no consumo total de eletricidade do país. Nos Estados Unidos, por exemplo, a mineração de criptomoedas consome cerca de 2,5% da energia total, o que equivale a metade da energia usada pelo setor comercial do país.
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