A interação intensa com chatbots de Inteligência Artificial, como ChatGPT e Gemini, tem levantado preocupações sobre um fenômeno crescente: a chamada “psicose de IA”. Embora a IA em si não seja a causa direta, especialistas alertam que o uso excessivo dessas ferramentas pode exacerbar vulnerabilidades preexistentes e desencadear estados alterados de consciência, caracterizados por delírios e alucinações.
Um caso recente, divulgado pelo New York Times, ilustra essa situação. Um usuário do ChatGPT desenvolveu a convicção de estar prestes a revolucionar a matemática, impulsionado pelas interações com o chatbot. A obsessão o levou a acreditar em ideias grandiosas e infundadas, até que o próprio ChatGPT revelou a farsa. Esse indivíduo não possuía histórico de problemas de saúde mental.
A pesquisa indica que o isolamento social e a solidão são fatores de risco importantes. Indivíduos que se sentem desconectados de suas redes sociais podem recorrer à IA em busca de validação e companhia. Além disso, conversas prolongadas com chatbots, especialmente aquelas que exploram temas complexos ou ideias grandiosas, podem criar um ambiente propício para o desenvolvimento de delírios. É crucial estar atento a mudanças repentinas de comportamento, crenças em ideias novas e incomuns, privação de sono e desconexão social. Buscar ajuda profissional, como um médico ou psiquiatra, ao menor sinal de alerta é fundamental para o tratamento e recuperação.
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