A Volkswagen está adotando uma estratégia controversa no Reino Unido: cobrar uma taxa extra para liberar todo o potencial de seus carros elétricos ID.3. Modelos como o ID.3 Pro e Pro S estão sendo listados com uma potência reduzida, e os proprietários precisam pagar uma assinatura mensal ou uma taxa única para acessar a potência total do veículo.
Especificamente, a versão padrão do ID.3 Pro S Essential oferece 201 cavalos (150 kW). Para atingir a capacidade total de 228 cavalos (170 kW) do veículo, os clientes precisam ativar um “upgrade de potência opcional”. Essa atualização tem um custo de £16,50 por mês, ou uma taxa única de £649 que vale pela vida útil do carro, e não do proprietário. Isso significa que se o proprietário vender o carro, o próximo proprietário já terá acesso a potência extra. A empresa oferece um período de testes gratuito de um mês, para que o cliente possa avaliar se a potência extra é necessária para seu dia a dia.
Essa prática de cobrar por funcionalidades que já estão instaladas no veículo gerou forte reação negativa no passado. A BMW tentou implementar um sistema semelhante, cobrando assinaturas mensais para recursos como aquecimento de bancos, mas a ideia foi rapidamente abandonada devido à má recepção do público. Resta saber se a Volkswagen terá mais sucesso com sua abordagem, ou se também será forçada a reavaliar essa estratégia no futuro. Essa tendência de microtransações em bens duráveis levanta questões sobre o que realmente significa ser proprietário de um produto, e se as montadoras estão buscando novas formas de monetizar seus veículos além da venda inicial.
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