A Meta, gigante da tecnologia por trás do Facebook e Instagram, está enfrentando escrutínio após a divulgação de políticas internas relacionadas ao comportamento de seus chatbots de inteligência artificial. O senador Josh Hawley, presidente do Subcomitê de Crimes e Terrorismo do Senado dos EUA, anunciou que investigará a empresa devido a preocupações sobre conteúdo considerado ‘sensual’ e inadequado para crianças.
A investigação surge em resposta a um documento interno da Meta que continha exemplos de interações permitidas para os chatbots. Alguns desses exemplos incluíam conversas com teor sugestivo direcionadas a crianças, como um chatbot elogiando cada centímetro do corpo de uma criança de oito anos sem camisa. Além disso, o documento continha exemplos problemáticos relacionados a questões raciais, como a permissão para o chatbot afirmar que ‘pessoas negras são mais burras que pessoas brancas’ se citasse testes de QI.
A Meta reconheceu a existência desses exemplos, mas afirmou que eles eram ‘errôneos e inconsistentes com nossas políticas’ e que foram removidos. O senador Hawley solicitou que Mark Zuckerberg, CEO da Meta, preserve todos os registros relevantes e forneça documentos para a investigação, incluindo informações sobre os riscos de conteúdo gerado por IA, padrões de segurança, relatórios de incidentes e as identidades dos funcionários envolvidos nas decisões. A investigação busca determinar se a Meta implementou medidas adequadas para proteger crianças de conteúdo potencialmente prejudicial em suas plataformas de inteligência artificial.
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