A Google anunciou sua adesão ao novo Código de Prática de Inteligência Artificial (IA) da União Europeia (UE). Esta iniciativa visa estabelecer um quadro de referência para garantir a conformidade com a futura Lei de IA da UE, um marco regulatório que deverá impactar significativamente o desenvolvimento e a implantação de tecnologias de IA no continente europeu. O Código de Prática, embora não seja juridicamente vinculativo, representa um esforço conjunto para orientar as empresas na adoção de práticas responsáveis e éticas no campo da IA.
Apesar do apoio à iniciativa, a Google expressou algumas ressalvas quanto ao impacto da Lei de IA no cenário de inovação europeu. Em comunicado oficial, a empresa manifestou preocupação de que a legislação, juntamente com o Código de Prática, possa, potencialmente, retardar o desenvolvimento e a implementação de soluções de IA na Europa. A Google enfatizou a importância de encontrar um equilíbrio entre a regulamentação e o fomento de um ambiente propício à inovação tecnológica, crucial para a competitividade econômica da região.
Curiosamente, a Meta, outra gigante do setor tecnológico, optou por não aderir ao Código de Prática, argumentando que a iniciativa representa um “exagero”. Joel Kaplan, chefe de assuntos globais da Meta, afirmou que a Europa está seguindo um caminho equivocado em relação à regulamentação da IA. Enquanto a UE avança com sua Lei de IA, que estabelece um conjunto abrangente de regras, os Estados Unidos ainda estão nos estágios iniciais de definição de sua abordagem regulatória para a inteligência artificial. A Lei de IA da UE prevê uma implementação gradual, com as regras para modelos de IA de uso geral (GPAI) entrando em vigor em 2 de agosto de 2025, e a conformidade total para modelos existentes até 2 de agosto de 2027. O cronograma de implementação se estende até agosto de 2031, abrangendo avaliações e etapas de fiscalização, demonstrando a complexidade e o longo prazo da iniciativa.
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