LinkedIn Remove Proteções a Transgêneros em Política de Conteúdo

O LinkedIn alterou discretamente a redação de sua política de conteúdo odioso, removendo uma linha que proibia especificamente o uso de nomes mortos (deadnaming) e o tratamento inadequado de gênero (misgendering) de indivíduos transgêneros. A mudança, notada inicialmente pela Open Terms Archive, representa a única modificação na política de ‘conteúdo odioso e depreciativo’ nos últimos três anos.

Embora um porta-voz do LinkedIn tenha afirmado que as políticas subjacentes da empresa não mudaram e que ‘identidade de gênero’ ainda é uma característica protegida, grupos de defesa dos direitos LGBTQIA+ expressaram alarme com a alteração. A GLAAD, por exemplo, denunciou a atualização como um retrocesso e sugeriu que ela faz parte de um padrão mais amplo de plataformas de tecnologia que afrouxam as regras destinadas a proteger usuários vulneráveis. A organização destacou que ataques pessoais ou intimidação com base na identidade de alguém, incluindo o tratamento inadequado de gênero, violam a política de assédio do LinkedIn e não são permitidos na plataforma.

A mudança no LinkedIn ocorre em um momento em que outras plataformas de mídia social também estão sendo criticadas por alterar suas políticas em relação a conteúdo LGBTQIA+. No início deste ano, a Meta reescreveu suas regras para permitir que usuários afirmassem que pessoas LGBTQIA+ são doentes mentais. O YouTube também removeu referências a ‘identidade de gênero’ de suas políticas de discurso de ódio, embora tenha negado que tenha alterado alguma de suas regras na prática. Essas ações levantam preocupações sobre o compromisso dessas empresas em proteger os direitos e a segurança de seus usuários LGBTQIA+.

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