Astrônomos liderados pela NASA confirmaram a existência de uma estrela companheira orbitando Betelgeuse, uma supergigante vermelha famosa por seu comportamento imprevisível e localizada a cerca de 700 anos-luz de distância na constelação de Órion. A detecção direta da estrela, apelidada de Siwarha, foi possível graças ao telescópio Gemini North no Havaí, representando um avanço tecnológico significativo, dado o brilho intenso de Betelgeuse que dificultava a observação.
Por muito tempo, cientistas suspeitaram da presença de uma companheira para explicar as variações de brilho de Betelgeuse, incluindo o famoso ‘Grande Escurecimento’ de 2019. A teoria predominante era que a estrela menor orbitava Betelgeuse, limpando periodicamente nuvens de poeira e revelando mais da luz da gigante. A descoberta recente fornece evidências concretas para essa hipótese e abre novas perspectivas para o estudo das interações entre estrelas em sistemas binários.
Siwarha, que significa ‘Pulseira Dela’, é estimada ter cerca de 1,5 vezes a massa do Sol e apresenta uma coloração azul-branca, indicando uma temperatura superficial mais alta. No entanto, seu futuro é incerto: os pesquisadores preveem que, em aproximadamente 10.000 anos, Siwarha deve espiralar em direção a Betelgeuse, resultando em um evento cataclísmico. Observações futuras, especialmente quando Siwarha atingir sua maior separação de Betelgeuse em 2027, poderão revelar mais detalhes sobre as propriedades da estrela companheira e os mecanismos que impulsionam as mudanças de brilho em supergigantes vermelhas como Betelgeuse. Esta descoberta abre caminho para novas investigações sobre sistemas estelares complexos e a evolução das estrelas massivas.
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