O mais recente filme de Ari Aster, “Eddington”, chegou aos cinemas gerando debates. Estrelado por Joaquin Phoenix e Pedro Pascal, a comédia, ambientada durante a era da pandemia, busca provocar o público com humor ácido e uma análise das tensões políticas americanas. No entanto, as primeiras críticas sugerem que a abordagem de Aster pode não ter atingido o alvo desejado.
A trama acompanha Joe Cross (Joaquin Phoenix), um xerife que, aparentemente, personifica o arquétipo americano clássico. Vestindo chapéu branco e ostentando seu distintivo, ele parece ser o guardião da justiça em um mundo selvagem. Contudo, Aster subverte essa imagem, expondo as falhas e contradições de Joe. O filme o mostra confrontando policiais nativos americanos por não usar máscara em terras tribais, um incidente que desencadeia uma série de eventos que revelam um homem obcecado por poder e frustrado com a própria vida.
Apesar do elenco de peso e da ousadia característica de Aster, “Eddington” parece tropeçar na execução de sua crítica. Enquanto o diretor busca satirizar ambos os lados do espectro político, a análise se mostra superficial e incapaz de gerar uma reflexão profunda sobre as divisões que assolam a sociedade americana. Resta saber se o público abraçará a visão controversa de Aster ou se o filme se perderá em meio à sua própria ambição.
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