Uma nova variante do ataque Rowhammer, chamada GPUHammer, foi descoberta afetando placas de vídeo com memória GDDR6. Essa vulnerabilidade pode comprometer a segurança de dados e a precisão em aplicações que utilizam a GPU para processamento intensivo, como modelos de inteligência artificial. Pesquisadores da Universidade de Toronto demonstraram que o GPUHammer pode alterar bits na memória GDDR6, resultando em potenciais vazamentos de informações sensíveis e degradação no desempenho da GPU.
O ataque Rowhammer explora uma falha em memórias DRAM que permite a manipulação de células de memória adjacentes através de acessos repetidos a uma célula específica. No caso do GPUHammer, essa técnica é aplicada em placas de vídeo, abrindo brechas para exploração em ambientes corporativos e data centers que utilizam GPUs Nvidia para tarefas críticas. A alteração de apenas um bit pode ter um impacto significativo, como reduzir drasticamente a precisão de modelos de redes neurais, tornando os resultados praticamente inúteis.
A Nvidia já lançou um comunicado sobre o GPUHammer e oferece uma solução simples para mitigar o risco: habilitar o System-Level ECC (Error Correcting Code). Essa configuração cria uma redundância nos bits da memória, permitindo que o sistema detecte e corrija automaticamente erros causados pelo ataque. A boa notícia é que, para usuários domésticos, o risco é considerado baixo, já que o exploit parece afetar principalmente GPUs de workstation e data centers, além de requerer condições específicas raramente encontradas em computadores de uso geral. Se você utiliza GPUs Nvidia em um ambiente profissional, é recomendável verificar se o modelo está na lista de afetados e seguir as instruções da Nvidia para ativar o ECC e garantir a segurança dos seus dados.
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