A corrida pela inteligência artificial está cada vez mais acirrada, e um novo competidor chinês vem ganhando destaque: a DeepSeek. Recentemente, a empresa lançou uma versão atualizada do seu modelo R1 na plataforma Hugging Face, reacendendo o debate sobre as vantagens e desvantagens dos modelos de código aberto versus os de código fechado, tradicionalmente defendidos por gigantes como OpenAI e Google.
A nova versão do DeepSeek R1, identificada como DeepSeek-R1-0528, impressiona com seus 685 bilhões de parâmetros, um salto significativo em relação à versão anterior, lançada em janeiro, que contava com 671 bilhões. Mas o grande diferencial da DeepSeek é a sua abordagem de código aberto: ao contrário dos modelos da OpenAI e Google, o código do DeepSeek R1 está disponível publicamente. Isso permite que pesquisadores e desenvolvedores explorem, modifiquem e aprimorem o modelo, acelerando a inovação e democratizando o acesso à tecnologia de ponta.
De acordo com testes de benchmark, a atualização R1-0528 demonstra capacidades aprimoradas de raciocínio e inferência, aproximando-se cada vez mais do desempenho do o3 da OpenAI e do Gemini 2.5 Pro do Google. Além disso, a DeepSeek apresentou uma versão otimizada do R1-0528 utilizando o modelo Qwen3 8B da Alibaba. Essa versão, embora menos potente, exige significativamente menos poder computacional e, segundo relatos, pode ser executada em uma única GPU, tornando a IA mais acessível a um público maior.
Entretanto, nem tudo são flores. Há relatos de que a nova versão do DeepSeek R1 possui um nível de censura ainda maior em relação a críticas ao governo chinês. Paralelamente, a Google lançou o Veo 3, seu novo modelo de vídeo com IA, que tem impressionado com a qualidade dos vídeos gerados. A Anthropic também anunciou o lançamento do modo de voz para o Claude, seu assistente virtual, para competir com o ChatGPT e outros. No mundo dos navegadores, a Opera anunciou o Neon, um navegador com recursos de IA que promete automatizar tarefas na web. Em contrapartida, o CEO da Anthropic alertou que a IA pode levar à extinção de metade dos empregos de nível inicial, e um estudo da SignalFire aponta para uma queda nas contratações para essas posições. Por fim, a inteligência artificial também tem gerado polêmica com vídeos virais falsos, como o do canguru em um aeroporto, mas também tem sido utilizada para fins nobres, como na detecção de aves ameaçadas de extinção em Samoa.
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