“Meta construiu sistema de censura para entrar na China, diz relatório”

Um relatório de denúncia afirma que o Meta, anteriormente conhecido como Facebook, desenvolveu um sistema de censura de conteúdo em uma tentativa fracassada de entrar no mercado chinês. O documento, que alega ter acesso a documentos internos da empresa, também indica que o Meta considerou enfraquecer as proteções de dados do usuário.

De acordo com a denúncia, apresentada à Securities and Exchange Commission (SEC) nos EUA, a empresa teria criado uma ferramenta de censura em 2015 que permitiria ao governo chinês remover conteúdo ou interromper o serviço durante períodos de \”instabilidade social\”. A denúncia também alega que o Meta considerou armazenar dados de usuários chineses dentro da China, facilitando o acesso do governo a essas informações. Além disso, o relatório indica que a empresa avaliou a possibilidade de enfraquecer as proteções de privacidade para usuários em Hong Kong, como forma de apaziguar o governo chinês. A denúncia foi apresentada por Sarah Wynn-Williams, demitida em 2017 de sua função na equipe que trabalhava com políticas para a China.

Embora a existência de uma ferramenta de censura já tivesse sido noticiada em 2015, o relatório traz novas informações sobre a disposição do Meta em compartilhar dados do usuário com o governo chinês. A empresa, que já foi alvo de críticas por seu histórico de tratamento de dados de usuários, parece ter considerado táticas questionáveis em sua busca por penetrar no mercado chinês. O relatório afirma que, apesar dos esforços, o Meta acabou abandonando sua tentativa de entrar na China em 2019.

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