“A NASA está testando um avião futurista: você poderá voar nele?”

A NASA não está apenas considerando um avião futurista em Marte. Ela também está desenvolvendo o futuro de seus aviões comerciais. O projeto Sustainable Flight Demonstrator da agência espacial, destinado a reduzir drasticamente o consumo de combustível de aviões comerciais, está desenvolvendo o inovador avião X-66. Em parceria com a Boeing, o projeto visa redesenhar os aviões de corredor único, como os Airbus A320 e Boeing 737, que são a espinha dorsal das companhias aéreas de passageiros em todo o mundo.

Em um túnel de vento no Langley Research Center da agência, engenheiros de aviação testaram recentemente um modelo do X-66. O modelo, com uma envergadura de 1,8 metros, demonstra a principal inovação do X-66: uma “asa com treliça transônica”, na qual montantes diagonais fixados à fuselagem sustentam uma asa extra longa. Asas com maior superfície geram mais sustentação. Os engenheiros avaliarão as medições de sustentação, arrasto, aerodinâmica e outros fatores do avião de demonstração para verificar se são necessárias alterações de projeto. Em seguida, o avião será movido para um túnel de vento mais rápido, e outros modelos serão testados antes que a Boeing introduza essas mudanças em um avião real. Na sua instalação em Palmdale, Califórnia, a Boeing converterá um avião MD-90, um avião de corredor único que não está mais em serviço, no X-66. O novo design pode oferecer benefícios significativos. Quando combinado com outros avanços em sistemas de propulsão, materiais e arquitetura de sistemas, essa configuração pode resultar em até 30% menos consumo de combustível e redução de emissões em comparação com os melhores aviões atuais.

Aviões elétricos provavelmente também ocuparão um nicho na aviação comercial futura. No entanto, essas aeronaves transportariam pessoas em viagens regionais mais curtas, talvez de cerca de 480 quilômetros ou menos (voos elétricos longos exigiriam baterias gigantes, tornando os aviões pesados demais para voar). Os principais aviões comerciais serão semelhantes aos aviões populares que vemos hoje, mas com melhorias de design como o X-66. Aviões mais eficientes podem significar não apenas custos de combustível mais baixos, tanto para as companhias aéreas quanto para os passageiros. A aviação tem um papel exagerado na emissão de carbono na atmosfera, contribuindo com 2% das emissões globais anuais de carbono – mais do que a maioria dos países do mundo. Nas próximas décadas, o X-66 – ou uma aeronave semelhante – poderá transportá-lo pelo país.

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