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Vinte e cinco anos após a cobertura do Bug do Milênio (Y2K), o editor sênior da Mashable, Chris Taylor, reflete sobre o fenômeno. Hong Kong estocou alimentos, a Virgin America interrompeu voos e o Federal Reserve dos EUA imprimiu US$ 50 bilhões a mais, tudo em preparação para uma mudança de data. No entanto, não se tratava de uma simples virada de página no calendário — era o Y2K, e o mundo inteiro estava na ponta dos pés à medida que o dia 1º de janeiro de 2000 se aproximava, ansioso para que os computadores do mundo não reconhecessem o novo século e sofressem falhas catastróficas. Medos de acidentes de trem, desaparecimento de dados bancários, apagões e até mesmo fusões nucleares permearam muitas mentes.
O pânico era exagerado, é claro, e a Terra continuou girando em 1º de janeiro. Havia, de fato, motivos para preocupação, mas quando a véspera de Ano Novo de 1999 se aproximava, os níveis de ameaça eram relativamente baixos, lembra Chris Taylor. Taylor documentou o enigma do código que começou na metade do século XX, quando programadores escreveram números de dois dígitos para indicar anos, principalmente para economizar espaço nos cartões perfurados usados em COBOL, uma linguagem de programação de computador antiga. Ele destaca que houve um teste alguns meses antes da data real, o 9/9/99, que passou sem problemas. A cobertura da época na mídia, incluindo a capa da revista TIME, amplificou o pânico, mesmo com especialistas minimizando o risco de grandes problemas. Além da mídia, Hollywood também explorou o tema com filmes de desastre lançados em 99, alimentando ainda mais a histeria. A retrospectiva destaca a mistura de preocupação tecnológica legítima com paranoia religiosa e apocalíptica que cercava a virada do milênio. Apesar do pânico exagerado, a preparação em larga escala de governos e empresas foi significativa, contrastando com a falta de ação coordenada em relação aos desafios atuais da inteligência artificial.
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