O Telescópio Espacial James Webb, da NASA, capturou imagens diretas de um sistema planetário distante, revelando dois exoplanetas gigantes e exóticos. Esta é uma conquista notável, pois geralmente os exoplanetas são observados através de métodos indiretos, como a espectroscopia de transmissão, que analisa a luz das estrelas filtrada pela atmosfera do planeta.
Os exoplanetas, denominados YSES-1b e YSES-1c, orbitam uma estrela a mais de 300 anos-luz de distância. O sistema YSES-1 é relativamente jovem, com cerca de 16,7 milhões de anos, em comparação com o nosso Sol, que tem 4,6 bilhões de anos. YSES-1b e YSES-1c são gigantes gasosos com massas entre 5 e 15 vezes a de Júpiter. Uma das características mais interessantes descobertas é a presença de nuvens de silicato na atmosfera de YSES-1c, as primeiras já observadas em um exoplaneta. Essas nuvens são compostas por grãos de rocha ultrafinos e quentes, semelhantes a cinzas vulcânicas.
Além disso, YSES-1b possui um disco de poeira circumplanetário, um ambiente onde luas podem estar se formando. Este disco é intrigante porque é mais antigo do que outros discos semelhantes descobertos em torno de exoplanetas, e sua origem ainda é um mistério. Cientistas especulam que a poeira pode ser resultado de colisões entre luas e outros corpos rochosos remanescentes da formação do planeta. As observações do sistema YSES-1 oferecem uma oportunidade única para estudar os estágios iniciais da formação de sistemas planetários e a evolução de planetas e luas.
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