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Reino Unido se Despede da Produção de Carvão
A última usina de carvão do Reino Unido irá desligar suas operações nesta segunda-feira, marcando o fim de um século e meio de produção de carvão no país. A usina de Ratcliffe-on-Soar, localizada em Nottinghamshire, era a última do tipo em operação, após o compromisso da Grã-Bretanha em 2015 de fechar todas as usinas de carvão até 2025. A usina de Ratcliffe originalmente estava programada para ser fechada em 2022, mas permaneceu aberta após a invasão da Ucrânia pela Rússia e a crise do gás na Europa.
A usina de Ratcliffe, que já empregava 3.000 engenheiros, agora conta com apenas 170 funcionários. Esse grupo se reunirá para assistir a uma transmissão ao vivo do desligamento da usina, e mais de 100 deles serão encarregados de descomissioná-la nos próximos dois anos. Muitos dos outros funcionários assumirão novos cargos em diferentes usinas de energia de propriedade da Uniper, a proprietária alemã da Raticliffe, enquanto outros participarão de programas de treinamento para trabalhar em outros setores da indústria. O Reino Unido abriu a primeira usina de energia a carvão do mundo em 1882, a Holborn Viaduct em Londres, com a ajuda da Edison Electric Light Company de Thomas Edison. O carvão desempenhou um papel importante no Reino Unido até muito recentemente. De acordo com um relatório do centro de estudos de energia Ember, o carvão foi responsável por 39% do fornecimento de energia do Reino Unido em 2012, mas caiu para apenas 2% em 2019. A diminuição na produção de carvão foi equivalente ao dobro da quantidade de todos os gases de efeito estufa usados no Reino Unido em 2023. Entre 2012 e 2023, a geração de energia eólica e solar também aumentou de 6% para 34% da energia do Reino Unido. O Reino Unido ainda tem um longo caminho a percorrer, mas essa medida o tornou o primeiro país do G7 a eliminar completamente a produção de energia a carvão.
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