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A Amazon, por meio de sua divisão de estúdio Amazon-MGM, anunciou um ambicioso plano para a indústria cinematográfica: lançar até 14 filmes comerciais de grande escala por ano em cinemas de todo o mundo. Cada filme teria uma exibição de 45 dias nos cinemas antes de seguir para o pay-per-view e, posteriormente, para o Prime Video. Essa estratégia surge em meio à queda nas bilheterias e à diminuição do público nos cinemas.
Esse plano da Amazon, no entanto, levanta algumas questões. A empresa parece não levar em conta a mudança nos hábitos de consumo de mídia, principalmente entre os mais jovens, que preferem plataformas de streaming. Além disso, o alto custo dos ingressos e a experiência muitas vezes pouco confortável nas salas de cinema também são fatores relevantes. A iniciativa também parece contraditória ao seu próprio lançamento simultâneo de filmes diretamente para o Prime Video, indicando uma estratégia pouco focada em um público específico. A Amazon, em sua estratégia, prioriza o volume sobre a qualidade, o que pode ser visto como um risco para o sucesso do projeto, especialmente comparado aos planos mais seletivos de outros estúdios. O modelo, baseado na produção em massa, se assemelha muito a uma estratégia que seria viável apenas nos anos 80, quando as opções de entretenimento eram muito mais limitadas.
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