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Lazarus, a nova série de Shinichirō Watanabe, criador do aclamado Cowboy Bebop, chega às telas com uma proposta ambiciosa: uma história de suspense futurista envolvendo um grupo de criminosos convocados para encontrar um cientista desaparecido. A trama se passa em 2052, um futuro próximo onde uma droga capaz de eliminar toda a dor, a Hapna, ameaça a humanidade. Seu criador, o Dr. Skinner, desaparece após revelar que todos os usuários da Hapna eventualmente morrerão, dando início a uma corrida contra o tempo para encontrá-lo.
A equipe montada pelo governo, batizada de Lazarus, é composta por um grupo de personagens com claros paralelos aos de Cowboy Bebop. Temos Axel Gilberto, um talentoso praticante de parkour que lembra Spike Spiegel; Christine, uma femme fatale; Eleina, uma hacker; e Doug, um investigador. A dinâmica entre os membros da equipe, apesar de apresentar similaridades com o grupo icônico de Bebop, carece da mesma química e desenvolvimento de personagens visto na obra anterior de Watanabe. Enquanto a equipe Bebop se conecta através de um contexto compartilhado, os personagens de Lazarus ainda necessitam de mais tempo em tela para criar laços mais genuínos. Embora a série conte com uma animação fluida, uma trilha sonora envolvente assinada por nomes como Kamasi Washington e uma coreografia de luta impecável, a originalidade da trama de Lazarus se mostra comprometida. A premissa geral se assemelha muito a de outros projetos, o que retira um pouco do impacto da narrativa.
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