A startup de inteligência artificial Anthropic chegou a um acordo extrajudicial em uma ação coletiva movida por um grupo de autores, evitando assim um julgamento que poderia resultar em perdas financeiras significativas. O processo questionava o uso de materiais protegidos por direitos autorais para treinar suas ferramentas de IA. Os termos do acordo permanecem confidenciais, mas a resolução representa um marco importante no debate crescente sobre a ética e a legalidade do uso de conteúdo protegido por direitos autorais no desenvolvimento de sistemas de IA.
A disputa judicial girava em torno da alegação de que a Anthropic utilizou obras protegidas por direitos autorais sem a devida permissão ou compensação para aprimorar o desempenho de seus modelos de linguagem. Embora um juiz tenha anteriormente considerado que o uso de materiais protegidos por direitos autorais para treinamento de IA poderia ser considerado uso justo, a aquisição não autorizada desses materiais foi classificada como potencial pirataria. Com as indenizações estatutárias por pirataria começando em US$ 750 por obra infringida, e um catálogo estimado de 7 milhões de obras pirateadas, a Anthropic poderia ter enfrentado uma conta de bilhões de dólares caso o caso prosseguisse.
O acordo da Anthropic é o mais recente em uma série de negociações entre empresas de IA e criadores de conteúdo. Anteriormente, a empresa já havia sido processada por membros da indústria musical e alcançado uma resolução parcial no início deste ano. À medida que a tecnologia de IA continua a avançar, é provável que surjam mais litígios em torno de questões de direitos autorais, com o potencial de moldar a forma como as empresas desenvolvem e implementam sistemas de IA no futuro. A decisão da Anthropic de buscar um acordo sugere uma crescente conscientização sobre os riscos legais e de reputação associados ao uso não autorizado de material protegido por direitos autorais no treinamento de IA.
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