“WhatsApp: 100 jornalistas e ativistas foram alvo de spyware israelense”

O WhatsApp alegou que alguns usuários foram “possivelmente comprometidos” por um spyware, segundo reportagem do The Guardian. O aplicativo de mensagens, pertencente ao Meta, afirmou que quase 100 jornalistas e ativistas foram alvos do ataque. A plataforma diz ter “alta confiança” de que o spyware Graphite veio da Paragon Solutions, uma empresa israelense recentemente adquirida por uma empresa de investimento americana.

Especialistas em segurança cibernética alegam que este foi um ataque de “zero-click”, ou seja, os usuários alvos não precisaram clicar em nenhum link malicioso para serem infectados. Este método é semelhante a outro ataque em larga escala ao WhatsApp, no qual o spyware Pegasus infectou mais de 1.400 dispositivos. Uma vez que um dispositivo é infectado por algo como Pegasus ou Graphite, o operador do spyware tem acesso total, incluindo a capacidade de ler mensagens enviadas por aplicativos criptografados como WhatsApp e Signal. O WhatsApp informou os cerca de 100 usuários sobre o possível ataque, mas se recusou a divulgar sua localização e identidade. A empresa disse que interrompeu os ataques em dezembro, embora não esteja claro por quanto tempo os alvos podem ter estado sob ameaça. Um porta-voz da empresa declarou que esse é mais um exemplo de por que as empresas de spyware devem ser responsabilizadas por suas ações ilegais, e que o WhatsApp continuará a proteger a capacidade das pessoas de se comunicarem de forma privada. O WhatsApp enviou uma carta de “cessação e desistência” à Paragon e afirma que está explorando opções legais.

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